Texto B – Comunicação Mediatizada por Computador e Educação Online: Da Distância à Proximidade
Tema : o Modelo da Comunicação Hiperpessoal
O 1º autor a falar desta teoria foi Walther (1995). Este autor afirma que os grupos CMC ultrapassam tranquilamente o nível de afectividade e emoção em comparação com os grupos que apresentam relações face a face. Este autor define comunicação hiperpessoal como sendo aquela que nem é impessoal nem interpessoal. Walther relaciona os processos psicológicos da comunicação relacional com os 4 elementos tradicionais da comunicação: recetor (necessidade de encontrar pontos em comum com o interlocutor); emissor (apresentação mais optimista daquela que fariam numa primeira fase na comunicação face a face incluindo um conteúdo sentimental e intimista); canal (a comunicação mediada por computador assíncrona tende a levar à interação interpessoal porque os interlocutores estão menos distraídos com factores externos, dispõem de mais tempo para elaborar a mensagem, aliam mensagens sociais às de tarefa, não precisam estar preocupados com o feedback imediato do seu interlocutor); feedback (à medida que a interação progride serão amplificadas as impressões positivas, uma vez que os sujeitos procurarão confirmar as suas impressões iniciais.
A comunicação mediada por computador é uma comunicação cada vez utilizada o que traz a familiarização dos sujeitos com esta forma de comunicação. Concordo, com o investigador na medida em que se podem estabelecer relações perfeitamente plausíveis através desta nova forma de comunicar. Um bom exemplo do que atrás se referiu foi a interação e relação, entre alunos no seio da UAB no 1º ano da licenciatura de educação no ano lectivo de 2009/1010. As interações foram acontecendo, primeiramente ao nível da plataforma e posteriormente ao nível de e-mails ou até de comunicação síncrona (chats). Esta forma de comunicação não foi de todo impeditiva de se construírem laços de amizade e de se estabelecerem relações de proximidade entre as pessoas. Tal como afirma Utz (2000): “ A CMC pode portanto ser mais social e intima ou “hiperpessoal” quando comparada com a comunicação face-a-face”.
Ana Isaac Bibliografia:António Quintas-Mendes ; Lina Morgado & Lúcia Amante (2010) – Comunicação Mediatizada por Computador e Educação Online: da Distância à Proximidade In: Marco Silva; Lucila Pesce & Antônio Zuin - Educação online: cenário, formação e questões didático-metodológicas, Editora WAK, Rio de Janeiro,Brasil
Texto B – Comunicação Mediatizada por Computador e Educação Online: Da Distância à Proximidade
Tema : o Modelo da Comunicação HiperpessoalO 1º autor a falar desta teoria foi Walther (1995). Este autor afirma que os grupos CMC ultrapassam tranquilamente o nível de afectividade e emoção em comparação com os grupos que apresentam relações face a face.
Este autor define comunicação hiperpessoal como sendo aquela que nem é impessoal nem interpessoal.
Walther relaciona os processos psicológicos da comunicação relacional com os 4 elementos tradicionais da comunicação: recetor (necessidade de encontrar pontos em comum com o interlocutor); emissor (apresentação mais optimista daquela que fariam numa primeira fase na comunicação face a face incluindo um conteúdo sentimental e intimista); canal (a comunicação mediada por computador assíncrona tende a levar à interação interpessoal porque os interlocutores estão menos distraídos com factores externos, dispõem de mais tempo para elaborar a mensagem, aliam mensagens sociais às de tarefa, não precisam estar preocupados com o feedback imediato do seu interlocutor); feedback (à medida que a interação progride serão amplificadas as impressões positivas, uma vez que os sujeitos procurarão confirmar as suas impressões iniciais.
A comunicação mediada por computador é uma comunicação cada vez utilizada o que traz a familiarização dos sujeitos com esta forma de comunicação. Concordo, com o investigador na medida em que se podem estabelecer relações perfeitamente plausíveis através desta nova forma de comunicar. Um bom exemplo do que atrás se referiu foi a interação e relação, entre alunos no seio da UAB no 1º ano da licenciatura de educação no ano lectivo de 2009/1010. As interações foram acontecendo, primeiramente ao nível da plataforma e posteriormente ao nível de e-mails ou até de comunicação síncrona (chats). Esta forma de comunicação não foi de todo impeditiva de se construírem laços de amizade e de se estabelecerem relações de proximidade entre as pessoas. Tal como afirma Utz (2000): “ A CMC pode portanto ser mais social e intima ou “hiperpessoal” quando comparada com a comunicação face-a-face”.
Ana Isaac
Bibliografia:António Quintas-Mendes ; Lina Morgado & Lúcia Amante (2010) – Comunicação Mediatizada por Computador e Educação Online: da Distância à Proximidade In: Marco Silva; Lucila Pesce & Antônio Zuin - Educação online: cenário, formação e questões didático-metodológicas, Editora WAK, Rio de Janeiro,Brasil